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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

uma história de tantra, ( trecho de prisma na janela)continuação

Ahimsa no seu trabalho tão feliz na vida

pessoal , distrai-se um pouco da evolução

do processo ritualístico.

Por isso houve uma certa surpresa ao

chegar em casa. Havia um lindo OM em

luz neon,

pendurado na porta. Ele havia lembrado o quanto festas trance à impressionavam por isso escolheu algo trabalhado á caráter. Quando ela entra , um sino

de vento à anuncia.

No escuro , só a fonte luminosa se acende , o barulhinho da cachoeira. Havia uma cadeira, nela ,um bilhete :

NAMASTÊ

SHAKTI, VISTA ESTA ROUPA,

SOMENTE ELA E A TIARA

SE QUISER PODE USAR UM COLAR

Ela pegou a roupa e foi ao banheiro , a

banheira , iluminada por velas , estava repleta de ervinhas

boiando , na água. Quando entrou , sentiu que já haviam sais dissolvidos .O cheiro delas a relaxava e a curiosidade à estimulava. Sentia , que aquele momento à purificava e fortalecia ,apesar das expectativas, ela entendia que ele era só seu e não houve ansiedade.

Pegou a toalha branca , assim que saiu da banheira e se secou de leve . Naquele momento ela se amava , achou sua pele linda, que cintilava um pouco sob a luz das velas .Vestiu-se , era um camisão verde( sua cor predileta) , ia até os joelhos , meia manga , bordado delicadamente com

minúsculas miçangas

transparentes , aberto dos lados até a cintura ,A tiara era um OM , feito em strass svairowsky que se prendia atrás da cabeça por uma correntinha de prata . Não quis usar um colar , não queria quebrar o ritmo das combinações.

Foi para o quarto , a porta estava aberta , mas havia uma cortina indiana com um certo brilho em seu lugar .Nela mais um bilhete.:

ENTRE SHAKTI

TOQUE O GÔNGO 3X

ESPERE EM POSIÇÃO DE LÓTUS

Ela entrou , viu a luz das velas laranjas ,o

colchão no chão,uma mesinha baixa nela :

incenso,

um candeeiro, uma dália em flor , num pequeno arranjo e um pequeno recipiente com água. A janela aberta , o prisma pendurado nela refletia um pouco as luzes das velas. O lençol era branco.

Tocou o gongo três vezes , se sentiu como uma sacerdotisa , ou guardiã de algum templo antigo, Foi ao colchão e sentou-se em posição de lótus. Começa à tocar no cd player : Madhana Mohana Murari, foi um momento de enlevo, de concentração, paz. A música pára e Michel entra . Vestia-se como ela , só que de branco. Olhou na direção dela, se ajoelhou e a reverenciou com respeito, encostando a testa no chão. Depois ergue a cabeça e diz :

_Namastê .Nesse momento és a personificação da deidade Shakti, suprema manifestação do feminino, rogo que aceite minhas reverências.

Ela faz que sim com a cabeça , ele se abaixa , e intuitivamente ela sente que deve toca-lo, abençoa-lo. Ela o toca na nuca , com o dedo médio.

Ele se ergue e se poe em posição de lótus, fica à contempla-la por alguns instantes :

_És linda!

Depois começa à recitar mantras para Shiva , enquanto acende o incenso, oferece à ela para que o cheire , passando-o próximo as narinas dela , depois, de si mesmo; faz o mesmo com a flor , pede que a cheire ,encostando-a no nariz dela e em seguida faz o mesmo consigo. Acende o candeeiro, passa a mão ,pelo fogo e ela faz o mesmo , por último , com os dedos asperge água nela e em si próprio.

Essa parte do ritual , comunga o casal aos quatro elementos , é um rito de prosperidade , é uma forma de buscar as forças da natureza. Fogo=candeeiro, terra=flor,água=água aspergida,ar=incenso. E´sempre melhor que água seja de uma fonte natural, rio ,ou chuva.

Havia um um potinho muito pequeno de barro que continha um óleo sem cheiro. Ele o pegou , cantando mantras para shiva. Em silêncio molhou os dedos no óleo e começou à tocar os chackas . Primeiro o coronário da Shakti , logo depois o seu ;fez o mesmo com o frontal , o laríngeo, o cardíaco, o plexo solar , o umbilical , o sexual e levantando um pouco ,a kundalini.

Esse ritual cria uma interação de energia de cada chacka , ativa principalmente a telepatia entre ambos , mas também reforça a libido, a comunicação sentimental,etc Cria laços energéticos muito densos , é um ritual que deve ser efetuado com muita consciência do que realmente se espera do outro.

Então eles começam a respiração lunar , por apenas uns cinco minutos.

Se olham mais profundamente , que durante a respiração.Vêm a alma um do outro em seus olhos , um reflexo mútuo. Ele à toca no rosto, ela também. Se pegam nas mãos , sem pararem de se olhar. Ela o toca nos lábios , o medo desaparece. Havia só o mais doce e sagrado desejo. Encosta os seus nos dele , que se emociona, sente o calor das lágrimas dele , o sal delas chega até sua língua. Ela também se emociona.

Ele à convida à deitar. Acomoda a cabeça dela sem travesseiro e coloca os braços dela rentes ao corpo. Começa á beijar a testa , o nariz , a boca , o queixo, o pescoço, colo, e começa a abrir os botões da camisa, beija-a entre os seios, abre o primeiro botão da sua camisa ; ela levanta a mão e passa no peito dele . Ele coloca carinhosamente a mão dela no lugar onde estava .Abre o segundo botão e beija-lhe a barriga , outro botão , beijo no um- bigo, até beijar seu púbis. Termina de abrir seus próprios botões , ela se levanta e beija-o todo da mesma forma .Ele a convida à deitar–se novamente e deita-se sobre ela , penetra-a de uma vez .Ela solta um gemido baixinho. Ele encosta os lábios nos dela. E se olham nos olhos. A sincronia da respiração é automática , ela inspira , ele expira e vice –versa , esse é o prazeroso movimento do Tântra.

O universo pareceu parar por um momento , depois voltou à funcionar , no ritmo da respiração deles. Ele estava dentro dela , os lábios colados ,imóveis , só a respiração. Uma mão entrelaçada à dela e com a outra ,Michel se apoiava no colchão. Ela sentia o corpo dele pleno em cima do seu. Corpo e alma de ambos não tinha a menor separação, naquele momento , era a absoluta fusão. Sentiu como se seu corpo fosse ele e vice-versa , seus seios colados ao peito dele se endureceram , ela sentiu o corpo dele arrepiar , sem perceber que o seu também arrepiava. Gemeu baixinho e longamente , sem tirar os lábios dos dele e con- traiu os músculos vaginais(pompoarismo), contorceu de leve o corpo todo.

Nesse momento , foi ele , o corpo dele não esperava a contração,o prazer foi imensurável, e ele gemeu alto, fechou os olhos , se contorceu e apertou forte a mão dela.

_Ah amor! _ gritou olhando-a novamente nos olhos.

Beijou-a longamente e saiu de cima dela. O pênis já estava relaxado. Ela não sentiu ejaculação, No tantra não há ejaculação, quando possível o homem retém o sêmem, o prazer se prolonga e se intensifica .E com o tempo essa prática harmoniza e equilibra o chackra sexual e a kundalini.

Levantou-se , olhou-a , reverenciou-a , Fechou os botões da camisa dela , sorrindo, percebeu que o corpo dela brilhava sob a luz das velas. Fechou os botões de sua camisa .Pegou a mão da Shakti e com um gesto convidou-a à sentar , ela se sentou em posição de lótus . Com uma reverência e um gesto ele pediu que , o aguardasse. Foi buscar as frutas em cascata que ele havia preparado. Num fundo de melancia , com pedaços de manga ela pôde ler a mais doce declaração de amor.

Um prato foi preparado pelos dois , com morango , kiwi , melancia, maçã,um pedacinho de manga, uvas , ameixa e foi servido em frente ao quadro de Shiva e Parvati. Agradeceram pelo ritual, e pediram pelos seus sentimentos , pelo futuro de ambos. Michel pegou o violão e cantou mantras para Shiva , depois ligou o som e foram comer as frutas. .Acenderam as luzes e apagaram as velas. O ritual havia terminado.

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Michel realmente havia pensado em tudo: Ahimsa acordou com o sol refletindo gotas coloridas na parede e no teto do quarto. Um amanhecer novo e diferente ,porque a vida dela era agora linda e colorida , como sugeria o prisma.

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Om Tare

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tantra yoga

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A expressão mais pura e sagrada do amor, A verdade da energia sexual , expressão plena dela , quando realmente acontece a unidade :corpo , mente ,alma de ambos.Um ritual de cura , quando necessário.As intempéries da vida , fragmentam a individualidade, os rituais tantricos são capazes de reorganizar e reunificar nosso ser para vivermos de forma plena , nossa existência

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